
Essa história começa em Modena, em 2016, em outra era geológica, se considerarmos a escala de tempo acelerada da inteligência artificial: esses são o local e o ano de nascimento da Axyon AI, uma empresa que, desde então, tem estado na vanguarda da IA aplicada ao setor financeiro. "Começamos a trabalhar com inteligência artificial quando ainda não se falava sobre ela", diz Giacomo Barigazzi, cofundador da empresa, da qual é diretor do setor Parcerias e Relações com Investidores.
Desde a sua criação, graças também ao apoio financeiro de instituições proeminentes, incluindo o ING Bank holandês e o UniCredit, a Axyon AI teve a oportunidade de crescer com uma ampla estratégia internacional e ganhou vários prêmios e financiamentos de instituições regionais, nacionais e europeias.
E, atualmente, a Axyon AI tem uma riqueza de experiência que poucos concorrentes podem oferecer, bem como um sólido portfólio de grandes clientes, o que, por sua vez, constitui uma fonte para adquirir ainda mais competência.
Esse know-how se associa à colaboração com alguns dos protagonistas no campo dos supercomputadores: as ferramentas de inteligência artificial precisam de enormes quantidades de dados e grande capacidade de computação para funcionar da melhor forma possível. É a união entre experiência e colaboração que garante a qualidade das soluções desenvolvidas pela Axyon AI.
No setor financeiro, a IA está desempenhando um papel cada vez mais importante porque permite previsões sobre tendências de preços com uma confiabilidade que, dada a enorme quantidade de dados, vai além das possibilidades das estatísticas tradicionais.
Um caso especial é o comércio de energia, no qual as tendências financeiras dependem de muitas variáveis diferentes: desde as físicas, como as condições climáticas, às intangíveis, como as flutuações do mercado de ações e as geopolíticas.
O comércio de energia diz respeito a duas áreas diferentes: o mercado de commodities, ou seja, as matérias-primas necessárias para gerar eletricidade, e o mercado de energia, a compra e venda da eletricidade produzida. Esses dois mercados estão relacionados e compartilham a propriedade de serem extremamente complexos. É, portanto, um motivo a mais para que seja essencial a intervenção de ferramentas mais eficazes do que as estatísticas, ou seja, as de inteligência artificial: o encontro entre a Axyon AI e a Enel parecia quase predestinado.
Era dezembro de 2017: um dos primeiros eventos dedicados à inteligência artificial estava sendo realizado em Londres. A Axyon AI estava obviamente presente, e entre os palestrantes estava também a Enel Innovation. E assim acendeu-se a faísca: naquele momento, foram lançadas as bases para uma colaboração que pouco a pouco, de forma muito natural, se tornou uma história de sucesso.
Em 2019, nosso Grupo e a Axyon AI iniciaram o primeiro projeto piloto conjunto e, desde 2020, o escopo da colaboração foi ampliado. Hoje, a Axyon AI desenvolve e aplica pesquisas sistemáticas e quantitativas baseadas em inteligência artificial que podem ser usadas imediatamente pela Enel em seu próprio contexto operacional.
Mais precisamente, como parte de uma interação contínua, a Axyon AI está desenvolvendo ferramentas de análise avançadas a serem fornecidas à Enel, começando com previsões derivadas de inteligência artificial das tendências esperadas do mercado: essa será uma das bases sobre as quais os operadores da Enel poderão tomar suas decisões finais para minimizar os riscos e otimizar os lucros.
Vice-versa, a colaboração também traz benefícios significativos para a Axyon AI, e não apenas em termos econômicos: "A experiência da Enel em um campo altamente especializado como o de contratos de energia é crucial para melhorar os aspectos operacionais e de aplicação do nosso produto", explica Barigazzi.
A inteligência artificial é uma área que está em constante e rápida evolução, como todas as tecnologias digitais avançadas - e, neste estágio, ainda mais do que muitas outras. É por isso que a Axyon AI está sempre experimentando novas soluções no campo do machine learning (aprendizado de máquina) e do deep learning (aprendizado profundo), e todos os resultados mais promissores são automaticamente inseridos na colaboração com a Enel.
Nosso objetivo é tornar a cooperação com a Enel cada vez mais ampla e proveitosa para ambas as partes. E tudo indica que será mesmo assim", conclui Barigazzi.